quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Um cara mais ou menos pra chamar de meu.


Há algum tempo no Facebook mudei meu status de relacionamento, de solteira para um relacionamento sério. Ah! não, eu não estou namorando, nem estou noiva, nem nada parecido. Pelo contrário, não tenho sequer um ficante. Decidi mudar logo depois do fora mais poético e educado que recebi em toda minha vida, de um cara que fiquei, e sempre achei incrível. Aos meus olhos ele era perfeito: sorriso lindo, voz maravilhosa, toca viola, é inteligente e romântico, e é claro que a mocinha aqui tava louca pra repetir a dose, só que além da pegação. Eu queria o cara pra mim, como sempre quis qualquer outro quando estava carente. Logicamente, não deu em nada, exceto pelo fato de parar mendigar a atenção e carinho dos caras que não me querem quando li algo mais ou menos assim : " Se eu não posso cuidar de mim, não posso cuidar de outra pessoa". Essa frase foi um dos motivos que me fez levantar da cama, parar de tomar remédio e me amar. Essa mudança fez que eu trocasse o status, a partir daquele dia passei a cuidar da minha cabeça,  e priorizei coisas como:  vida espiritual, faculdade, família pois eu estava me relacionando  seriamente comigo mesma. Estava me cuidando, - isso não tem nada a ver com saúde física, e sim mental - me amando e estava  feliz de verdade. Sendo assim, resolvi curtir meu namoro esperando pacientemente pela  outra pessoa que completaria essa felicidade. 
Só que a felicidade não está resumida em só ter alguém, e sim no que esse alguém tem ou o que ele é. Seja fisicamente, financeiramente, etc. Hipócrita pra cacete quem disser que não. A gente - tipo ... todo mundo - quer ter alguém que seja pelo menos bonito aos nossos olhos,  inteligente, tenha um trabalho bacana, se possível um carro, uma graninha pra bancar as saídas. E sabe todos aqueles atributos como, amável, sincero, educado romântico e blá blá blá?  Também contam como alguém que é ou tem!
Eu confesso, Sou exatamente desse jeito.  Quero um cara gatinho pra andar comigo do lado, que escreva e fale bem, tenha um bom trabalho e salário; sorriso, olhos, boca, nariz, corpo bonito; carinhoso, atencioso, simpático, gostoso, que goste de mim do jeito que sou e outras cositas más... Só que tá difícil sabe?! Acho que vou ter que abri mão de algumas coisas pra poder ter esse cara.
Outro dia meu primo apareceu dizendo que tinha arrumado um namorado pra mim, só podia ser merda e não deu outra. A principio não liguei muito pra situação, mas ate meu pai ficou no pé pra eu conhecer o cara. Pois bem, coloquei meu lado Sherlock Holmes em ação, e através de fontes confiáveis fui investigar sobre o rapaz, e descobri o necessário pra não me interessar pelo cara. Começou pelo nome, depois o cabelo, os dentes, cabeça e não escreve lá muito bem. Uns dizem que eu mereço coisa melhor, que eu tenho condições de arrumar um mais bonito, outros por sua vez dizem que ele é um rapaz bacana, educado e que beleza não põe mesa, e que com o tempo se acostuma com o rosto da pessoa. 
No meu ponto de vista, acho que uns bons tratos resolve o problema. E vamos combinar que homem muito bonito hoje em dia dá trabalho.

Agora estou super na dúvida né?! Não sei se quero o gatinho cheio dos atributos que provavelmente vai dar muito trabalho, ou o feinho que posso dar uma ajeitada e ficar bonitinho. Ah, não sei!
Acho que na verdade, Eu quero o que toda garota sonha: um cara mais ou menos pra chamar de meu.



"O cara certo não existe, mas isso não quer dizer que eu precise escolher o mais errado de todos. Vai aparecer alguém. Nem muito ruim pra eu não ficar achando que eu merecia coisa melhor,
nem muito bom pra ele não achar que merecia coisa melhor."

by Natália Klein, a psicótica. 





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