segunda-feira, 23 de abril de 2012

AS BRASILEIRAS - Episódio de hoje: A indecisa de Maricá



A tentativa de usar minha agenda como diário foi frustada, e aqui também já que só escrevo de 3 em 3 meses. Mas hoje decidi escrever algo que já anda mexendo com a minha cabeça há algum tempo e, não tenho - ou não me sinto à vontade pra conversar com alguém . Resolvi escrever aqui porque tenho certeza que a folha sem pauta  da data de hoje, não caberia tudo que quero colocar pra fora.

Há 4 meses minha vida deu uma mudada sinistra. Meu Deus, como sou exagerada! Não chegou a ser siniiiistra, mas mudou. Na verdade eu me mudei, mudei pra Maricá, uma cidade ... bom não sei o que dizer sobre Maricá. Enfim, na mudança de endereço, ganhei um quarto menor que o anterior e ainda tive que mudar a faculdade que terminaria no final deste ano, pra outra que a formatura seria no meado do ano que vem. Rolou um desestímulo na parada! Incluí na grade as matérias que mais detesto e não me adaptei à estrutura da faculdade nova, sem contar que era no Rio.

Quando eu falava pra alguém que morava em Maricá e ia pro Rio só pra estudar, a cara de espanto das pessoas já não era surpresa pra mim. Eu realmente achava fácil e rápido a viagem Maricá/Rio. Afinal, 1h e 20min, se faz do Centro da cidade ou da Barra da Tijuca pra qualquer outro lugar do Rio na hora rush, ou muito mais. Mas a falta de estímulo pelo curso e a faculdade nova - verdadeiras ervas daninhas no meu jardim da vida - me fizeram inventar desculpas, porque é isso que eu faço quando não tenho mais vontade de fazer alguma coisa. Comei a achar que era cansativo subir e descer a ponte Rio/Niterói todos os dias só pra estudar, e que fazendo isso, nunca conheceria gente nova na casa nova. Depois de faltar duas semanas de aula decidi cancelar a matrícula na facul e consequentemente atrasar mais um período pra formatura, com a ideia de procurar uma universidade mais perto de casa. Mas a verdade é que sou uma babaca, ridícula e frouxa! Tem neguinho que mora aqui, e sai as 4h da manhã pra trabalhar no Rio de Janeiro e ainda estuda depois do trabalho e volta pra Maricá. Só que  repetindo: sou uma frouxa, acho que não consigo, ou realmente não consigo. No final das contas, estou em casa, fazendo absolutamente nada, além de engordar mais. O ânimo pra sair no portão é zero, a insônia tem sido minha companheira no ultimo mês, o tédio amigo do peito e a preguiça minha irmã.

Bom, o segundo semestre está quase aí, e eu preciso decidir minha vida. Não sei se volto pra Recursos Humanos, ou encaro um outro vestibular pra Pedagogia. Por que pedagogia? Não sei! Acho que sei sim o que quero, mas estou com medo de assumir, por conta das coisas que isso implica. Ir pra pra um curso novo além do vestibular, posso considerar esse 1 ¹/² "jogados no lixo" já que a grade de RH não tem nada a ver com a grade do curso de pedagogia aqui na cidade.Serão quatro novos anos pela frente. Por outro lado, iria fazer amizades aqui querendo ou não!  Mas largar RH no meio do caminho, me vem uma cobrança feita por mim mesma das coisas que comecei e não terminei. Isso me sufoca e me dá náuseas toda vez que meu pai pergunta: " E aí, o que você decidiu o quê vai fazer da sua vida?".  É CLARO QUE NÃO! Penso tanto no que fazer que não sei o que fazer. As vezes penso em arrumar um empreguinho - sem querer desmerece-lo, mas a ideia de "empreguinho" é de alguma coisa não muito séria- pra passar o tempo. Por outro lado pensando e me conhecendo bem, estudar e trabalhar não consigo dar conta, depois pensei em fazer facul e estudar pra concurso, mas  mal dou conta das aulas de graduação.
Agora no inicio de maio, começo as aulas de direção que nem sei se quero mesmo fazer. A vezes sim, outras não...saber dirigir só vai aumentar meu sedentarismo. Eu já não gosto de uma moleza, né.

Como sempre, não sei o que quero. E isso vale pra tudo na minha vida, tipo... tudo! Até o título desse post já mudei 345649 vezes. Mas as vezes me dá vontade de jogar tudo, ou melhor o que tenho e fiz até aqui pro alto e começar algo novo. Penso que pelo menos eu tentei, mas depois me cobro; penso na oportunidade que poucos têm de ter um pai que banque os estudos e também acho que isso me deixa acomodada demais ao ponto de não crescer, tomar vergonha na cara e andar com as minhas pernas e, volto a pensar na oportunidade que me foi dada. Aaah, é tão mais fácil não querer nada! Embora seja necessário querer alguma coisa, porque sei que futuramente serei cobrada, e a primeira a cobrar serei eu mesma.
Enfim continuo com o dilema.

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