sábado, 28 de julho de 2012

Depressed or not?



Finalmente tomei vergonha na cara e procurei um psiquiatra. Mentira, nem foi ideia minha, foi a psicologa da equipe multidisciplinar que identificou uma "depressão leve" e indicou um psiquiatra. Ou melhor, disse pra eu procurar um e,  me "deixou a mercê" do livro da Sul América, o que me forçou a fazer Uni Duni Tê. Na falta de grana, essa era minha unica opção e como meu dedo podre reina, escolhi um bosta, é claro. Impressionante como até pra isso não tenho sorte.
Enfim, marquei uma consulta com um Dr. que nem secretária tem, bem frio e grosso por sinal. Não vou me estender:  o cara em 5 min de consulta já falou que eu não tinha depressão ou qualquer outra doença mental, pelo fato de eu saber conversar e me vestir bem, além de querer colocar a Psicóloga no chinelo dizendo que ela não pode dar diagnóstico, etc. Já não tinha ido com a cara dele - mesmo sem vê-la - no dia que liguei pra marcar a consulta. Mas a consulta teve um lado positivo, na sala de espera conheci a tia de um paciente que achava que sofria de ansiedade, uma das doenças que andei lendo e também me identifiquei. Sabe quando nesses filmes que fazem a gente pensar na vida, aparece um anjo ou alguém de outro mundo pra te fazer analisar o que está passando ou vivendo e depois some? Pois é, essa moça me fez sentir assim. Ela é formada em psicologia, mas nunca exerceu a profissão - deveria - ela é meiga, simpática, conversaria com ela por horas se pudesse. E ela, assim como o anjo dos filmes me fez chegar a uma conclusão sobre mim, além de outro assuntos, foram 30 min bem ocupados.  Ela foi embora, e eu entrei naquela sala cheia de livros sobre mediunidade e musica clássica como som ambiente.
Confesso que fiquei aliviada com o diagnóstico do Dr. Gelado. Antes de ser "forçada a procurar um especialista das doenças mentais, tinha medo de que pudesse ter algo além de depressão, talvez distúrbio de bipolaridade, ansiedade ou outra coisa pior que não sei o nome, ou os sintomas embora a psicologa tenha tido que não.
Realmente não sou a pessoa mais animada e sociável, ligo pouco ultimamente pra ver e estar com pessoas e minha preocupação por elas é quase nula. É, esse tipo de comportamento, não parece mesmo comigo mas depois que me mudei, essas coisas surgiram de repente e só me dei conta na minha consulta grátis na sala de espera do consultório psiquiátrico. Nesse caso, o problema que não chega a ser bem um problema,  sou eu. Eu que não consigo me resolver, me entender, me decidir e, por não compartilhar essas coisas me irrito com as pessoas que querem fazê-lo comigo, e toda essa irritação me faz não querer conhecer ninguém por achar que vai ser a mesma coisa.
Eu já tentei desabafar ou pelo menos tocar no assunto com uma amiga ou outra, mas eu demoro tanto a chegar no assunto que elas me interrompem pra falar da vida delas como se fosse mais importante que a minha, ou simplesmente não sai... então desisti.  Como já tinha dito antes, eu não sou mesmo baladeira, passei por essa fazer nos 15 anos, quando queria estar em todas as baladas possíveis numa só noite, mas não podia por conta da idade, depois do 18 fui um pouco e cansei. Não é a minha praia, gosto de coisas tranquilas que são praticamente impossíveis de se fazer hoje com a tal Geração Y, por isso faço sozinha. Gosto muito do meu quarto e da minha TV 32", gosto mais ainda de uma sala de cinema com poucas pessoas. São coisas que posso fazer e faço sozinha nessa nova fase e com o novo endereço, o que não me torna uma pessoa depressiva, no meu ponto de vista e, sim sozinha. Também gosto de  ir a um bar, andar por ai sem "destino", ou até mesmo só sentar pra  jogar conversa fora, mas pra isso eu preciso de alguém.
Há quem diga que eu não sofro de pressão e que só preciso "me encontrar", descobrir o que eu gosto de fazer. Eu concordo! Lembro que na época da faculdade eu era mais pra cima embora passasse o dia todo em casa, mas à noite eu era mais animada até mesmo quando não queria ir a aula, os trabalhos  me mantinham viva, por mais complicados e estressantes que fossem. Gosto de pensar que isso é só um momento, e que ano que vem alguns quilos mais magra, com a carteira de motorista na mão e de volta a faculdade isso vai melhorar.

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