domingo, 1 de julho de 2012

Eu e o telefone


Nos últimos anos pra mim, esse meio de comunicação - cuja função é transmitir sons por meio de sinais elétricos nas vias telefônicas - tem um objetivo único: falar com meus pais. Tanto que adequei o plano da minha operadora de celular à operadora deles. Antigamente, passava várias horas no telefone e até com várias pessoas.
Lembro que quando era mais nova, nunca dava o número de casa, pra não correr o risco de receber uma ligação que pudesse me deixar "constrangida" pelo meu pai. Hoje eu deveria fazer o mesmo, não por ele, e sim por mim. Pra me poupar dos infinitos toques que as pessoas dão, me entristecendo profundamente por elas não possuírem o dom de adivinhar que não atendê-las. Três toques não são suficientes? Tenho mesmo que ouvir o telefone tocar, até a pessoa imaginar que não posso atender ou estou longe do celular?! Siiiim, 3 toques são o suficiente!! O celular tem identificador de chamada, e posso retornar - seu estiver afim- a ligação, quando vir o número. Mas não, é preciso dar 30 toques e ligar mai 7 vezes.
O pior acontece quando resolvo atender ou retornar a ligação, me deparo com conversas única e exclusivamente sobre a pessoa que ligou, ou com frases: "liguei só pra dar um alô", e não se tem mais nada a dizer. Ligar pra dar literalmente um "alô", era melhor não ter ligado. Tá, dizer que era melhor não ter ligado é um pouco de radicalismo meu, até porquê sinto falta de quando não me ligam. Mas é que geralmente é sempre desse jeito que falei, raras as vezes que tenho uma conversa gostosa ao telefone. Aliás lembro da última.
De todos os meios de comunicação, apesar de reclamar, o telefone ainda é o meu preferido. É o único que mesmo sem ver o rosto da pessoa, podemos ouvir a respiração e saber a reação dela a cada palavra por você dita, por mais que disfarce. Gosto do messenger, quando se pode usar a webcam, digitar me cansa e tudo parece muito artificial e enfadonho. Nem vou falar das redes sociais, minha aversão a elas já está bem explicita nesse blog. Uma pena que hoje estão transformando esse tipo de comunicação em algo fútil e obsoleto, aplicando as novas tecnologias, sendo apenas um detalhe.

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