"Ninguém
me conhece de verdade, não sou de fácil acesso mas te deixo imaginar: sou uma
mistura de Terra do Nunca, com Tão Tão Distante e País das Maravilhas... então
se conseguir chegar, seja bem-vindo!
Falando de mim de modo geral, posso afirmar que não sou
escritora e nem pretendo ser. Preciso que evoluir muito pra isso. Uso esse
espaço só deixar uns pensamentos e aflições que não divido com amigos ou
família. Talvez seja uma forma de falar comigo mesma, afinal só eu leio o meu
blog. As vezes posto textos e imagens de outras pessoas, só pra diversificar,
mas tudo que combine comigo.
Tenho 22 anos embora fale que tenho 19, com corpo de 49,
cabeça ora de 15 ora de 80. Costumo dizer que deveria ter nascido em outra
época. Gosto de tudo que é "velho", ou melhor dizendo vintage,
- a palavra do momento - pessoas, roupas, estilo, filmes...
Sou um parcialmente contra ao feminismo, não gosto
de sutiãs mesmo achando que sejam muito úteis na vida de uma mulher e,
completamente romântica, daquelas que acredita em "príncipe
encantado" e amor verdadeiro.
Há quem diga que sou engraçada e divertida, eu só consigo ver
uma pessoa sarcástica e melancólica na maioria das vezes. Adoro conversas e
pessoas inteligentes mas também curto uma patetice. Abraço, pra mim é a
melhor demonstração de carinho, ou seja, eu não saio abraçando todo mundo.
Ainda não me conheço completamente, quero me descobrir, saber
o que fazer da vida e de todo o resto. Parece uma descoberta tardia.
Normalmente as pessoas se descobrem mais cedo, mas fazer o que? Enquanto
não acontece, vou escrevendo pode ser que me lendo eu consiga."
Essa é a
descrição que fiz sobre mim há quase 3 anos. Nossa, como o tempo passou rápido!
Hoje aos 26 anos e 50 kg a menos,
posso afirmar que nem tudo descrito acima é real ou se mantém. Naquela época,
ninguém me conhecia de verdade, nem eu mesma. Sou mais acessível. Sigo não
querendo ser escritora, o quê explica todo esse tempo sem publicar nada. Tenho
mais facilidade de expor minhas aflições com amigos e família, não temo ser
julgada (aliás, acho que nunca liguei pra isso). Ainda curto o vintage. Hoje já
não preciso de sutiã, mas uso com frequência. Me mantenho romântica incurável,
afinal, sou canceriana! E sim, encontrei meu príncipe encantado! Estou casada
há 2 anos e feliz até agora. O sarcasmo não foi embora, já a melancolia
aparece vez ou outra pra atormentar o juízo. O abraço deixou de ser
uma demonstração de carinho e passou a ser um santo remédio. Ao longos desses
anos longe daqui, me descobri ansiosa de verdade, tensa e muito autocrítica, me
cobro demais e exijo muito de mim. Já descobri o que quero da vida: ser
Psicóloga. Me formei em RH e agora estou na cursando psicologia. Descobri minha
paixão pelas pessoas e decidi que quero trabalhar com elas em clínicas e em
empresas. Sou mãe de uma cadelinha chamada Cléo, na qual sou apaixonada. Não
quero ter filhos humanos, sei que isso contradiz o meu espírito canceriano, mas
foi uma escolha que fiz pra vida e que está muito bem definida na minha
cabeça. Tento levar a vida de forma leve, mas minha ansiedade não deixa.
Minhas aflições hoje são um pouco mais sérias do que problemas com garotos e autoestima,
embora seja insegura as vezes. Sigo me redescobrindo e tento não ser tão severa
comigo nesse aspecto. Preciso aprender a dançar conforme a música da vida, que
não é um simples dois pra lá e dois pra cá. Aprendi que ninguém é igual e que
a particularidade de cada um é fascinante por mais louca que pareça ser. Estou aprendendo a respirar em momentos de pânico e tensão. A grande verdade é
que continuo sendo uma imensa mistura de muita coisa com up grades constantes. Tô de volta!
Isso se chama amadurecimento. Você cresceu e é uma ótima pessoa, embora eu ache que não acredite tanto assim.
ResponderExcluirParabéns pela mulher que é e por querer é saber o que de fato quer! Nunca é tarde!!! Amo você! ��